domingo, 13 de março de 2011

Crise na Gávea. Mengão Tropeça num Pequeno no Carioca. - Angioletti


Tava demorando pro Flamengo dar mole. Assim não há planejamento que resista. Sem foco, comprometimento e seriedade total no serviço não se chega a lugar algum. Esse Flamengo e Florminense pela Taça Rio foi de amargar. Não é primeira vez na história que o Flamengo se enrola em retrancas e ferrolhos defensivistas. Nem é a primeira vez que perde peonto pra pequeno no Carioqueta. Mas o empate com o Foguinho não conta porque era uma partida decisiva e acabamos matando eles nos penais. Mas é a primeira vez que o Flamengo atual jogando contra times pequenos não consegue resolver os problemas que ele mesmo criou em 45, 48 ou 50 minutos que sejam.

Acho que ao invés de respeitar o pequeno tricolor foragido da Série B o Flamengo meio que cagou e andou pra eles e entrou em campo com a certeza dos 3 pontos. Considerando o naipe do adversário uma atitude até natural. Afinal o Flor é um time que até os sem ônibus conseguiram vencer. O problema é que o enorme Flamengo não honrou a marra e acabou sendo surpreendido pela retranca sem vergonha de Muricy.

Agora, na moral, em 2011 alguém que milita no futebol profissional ainda pode ser surpreendido por uma retranca do Muricy? Fala sério, tava na cara que os caras não iam sair pro jogo de jeito nenhum. E no primeiro tempo o Flamengo abafou o Flor e martelou o martelão várias vezes, mas sem nenhuma contundência na hora da conclusão. Essa falta de contundência na hora de meter o pé no couro é um defeito antigo do nosso elenco, não foi nada criado pela aproximação de AAdriano da órbita flamenga. E ciscando muito e chutando mal gastamos os primeiros 45 minutos apertando elas, que tavam dando mole mesmo, sem conseguir machucar.

No segundo tempo foi pior ainda. Porque o time do Flor deve ter chegado no vestiário e falado assim: – Caramba, já passou metade do jogo e ainda estamos vivos. Um outro trocando a camisa em frente ao espelho deve ter retrucado: – Dá até pra gente ganhar deles. No que um outro maluquinho penteando o cabelo deve ter respondido: Mesmo sem dar podemos ganhar. Vamos lá, genteeee!

E nessa onda de pensamento positivo o Flor voltou pro segundo tempo de maquiagem refeita e cheio de gás. Tentaram meter uma correria pra cima do Egídio, mas o renegado Emerson já não é mais o mesmo do tempo em que fechava com o certo e era feliz. Egídio, Willians e até Wellinton tiraram onda com a cara dele. Mas admito que na base da gazelice deram até um certo trabalho pro Felipe. Com quem estou meio preocupado, se amarra em rebater umas bolas pra dentro dá área. Alguém precisa ver isso aí.

No segundo tempo começaram as mexidas de Luxemburgo. Tirou Negueba, que vem crescendo a cada jogo, Thiago Neves, que saiu mortão porque correu bagarai e, pasmem, Renato Canelada, que não era substituído no Flamengo desde a Libertadores de 2007. O time continuou meio que a mesma coisa, cerca, toca, abafa, rouba, mas não chuta. Um defeito que se não tem nos custado muito até agora pode ser uma fonte de inesgotáveis prejuízos à medida em que as competições vão chegando às fases decisivas. Lógico que a partir dos 15 mintos do segundo tempo, quando perceberam que ainda permaneciam vivos, os integrantes do corpo de baile de Laranjópolis começaram com a cera abjeta e a rezar pro jovem e espevitado apitador terminar logo com seu sofrimento.

Sofrimento que acabou sendo nosso. Porque enquanto lamentamos os dois pontos perdiso de bobeira as moças foram pra suas casas comemorando um empate que não mereceriam à luz de uma inexistente justiça futebolística. como se fosse uam vitória. Pequenez. Não aceito as versão ponderadas de quem diz que empate em clássico é um resultado aceitável. Peraí, como assim clássico? Não devíamos nem estar na mesma divisão que elas. Mas mesmo dando aquele desconto pra fortalecer o cada vez mais fraco futebol carioca, o Florminense é uma vergonha de tão fraquinho. E essa debilidade floral só aumenta a nossa vergonha pelo péssimo, catastrófico e preocupante resultado.

Depois dessa preocupante derrapada prevejo semana agitadíssima na Gávea. O que não é exatamente o clima ideal para a preparação para o nosso próximo compromisso pela Copa do Brasil. Vamo lá, minha gente, esquece o carioqueta e foco no Fortaleza.

Por: Arthur Muhlenberg

Fonte: Globoesporte.com

Amanhã eu coloco as fotos de hoje.

SRN.

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