domingo, 17 de março de 2013

Dorival não é mais técnico do Flamengo






Dorival Júnior não é mais técnico do Flamengo. O treinador se reuniu na tarde deste sábado com Wallim Vasconcellos, vice de futebol do clube, que propôs uma redução salarial ao treinador de 50%. Dorival disse que aceitaria reduzir 40% de seus vencimentos agora, e o restante em julho, quando estava previsto um reajuste de seu salário, mas o clube ficou irredutível. Sem acordo, optou-se pelo desligamento do treinador.
O Flamengo já publicou a informação em seu site oficial. Segundo a nota, "a rescisão contratual reafirma a decisão da nova diretoria em trabalhar pelo equilíbrio financeiro do clube".

Com Dorival, saem os axuliares Lucas Silvestre e Ivan Izzo e o preparador físico Celso de Rezende. Segundo apurou o GLOBOESPORTE.COM, o Rubro-Negro gastava com os quatro cerca de R$ 1,2 milhão por mês.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Tava Demorando


Por Arthur Muhlenberg





Quem é Flamengo de raiz e não começou a torcer pro vermelho e preto por causa da ginástica olímpica sabe muito bem que entre nossos inúmeros prêmios e galardões está o título de Campeão Mundial em Complicar Jogos Fáceis, controvertida distinção a qual o Mengão para fazer jus tem que entregar uma paçoca ou outra de vez em quando. E por isso mesmo o rubro-negro experiente nem se espantou com a derrotinha estúpida e sem graça da noite de ontem. Aqui é Flamengo, primo. Só quem é que sabe o perrengue.

A derrota causa grande emputecimento, claro, mas esses moles do Flamengo não nos surpreendem mais. Volta e meia essas paradas acontecem mesmo. Foi até legal pra turma da corneta, que andava meio reprimida ultimamente, poder cornetar com algum conteúdo. Já faziam 71 dias corridos sem nenhum motivo sério pra vagabundo aloprar. Mas não dá nem pra chamar de crise porque a segunda derrota pra time pequeno no carioqueta mais muquirana dos últimos anos (o público de ontem no Vaziodrómo pegou mal até pra torcida do Resende) pouco influirá na classificação pra semi na qual a inércia e o nosso peso atômico fatalmente nos colocarão.

Pode não ser crise mas serve pra deixar nossos mulambos, e principalmente, nosso dileto Professor, mais espertos. Dorival tem que se ligar, ontem deu muito mole. Achou que o jogo estava resolvido no 1º tempo e resolveu fazer experiências táticas baseadas no seu costume horroroso de querer consertar o que não está quebrado. Razão pela qual substitui tão mal, quase sempre tirando o cara errado do time.

Ontem quem deveria ter saído não era o Rodolfo, mas qualquer um dos nossos zagueiros boca aberta que vem fazendo de nossa defesa a Mãe do Ano. Na boa, se você deixar Alex Silva e Gonzalez tomando conta de 3 tartarugas uma foge, uma engravida e a outra começa a fumar crack. Os dois são leeeeeeeeentos pra cacete. Nem parecia que os filhos da mãe passaram 10 dias só treinando, nossa área esteve sempre de portas abertas pros alemão. Principalmente a porta da direita.

No intervalo os resenders consultaram o Google Maps e perceberam que o Excelentíssimo Senhor Doutor Leonardo da Silva Moura é uma larga avenida no Flamengo. Meteram um maluquinho cheidigás nas costas do macróbio e ilustre defensor público e começou a correria que resultou nos 3 gols dos caras. Que vergonha! Perdeu feio, chora não que fica pior.

terça-feira, 12 de março de 2013

Vencer é a Única Alternativa


Por Arthur Muhlenberg


Quando comparada à Taça Guanabara a Taça Rio leva uma vantagem incontestável por ser mais curta. Por ter jogos apenas entre os times do mesmo grupo a TR tem menos jogos ruins e acompanha-la nos custará menos ao bolso e ao saco.

O Flamengo não faz feio na história da competição, já chegou a 16 finais e levou o caneco pra Gávea por 9 vezes, o que faz da mulambada bem vestida a maior vencedora de Taças Rio desde sua criação em 1978. Um detalhe interessante é que excetuando-se os anos de 1983 e 1985, quando fomos escandalosamente roubados pela então safada arbitragem carioca, nas outras sete vezes em que o Mengão meteu a Taça Rio terminou como campeão carioca.

Outro detalhe delicioso da Taça Rio é que ela é provavelmente a única competição do mundo ocidental em que a nossa baranga vascaína encontra um concorrente à altura. Apesar da bigoduda ser a equipe que mais vezes foi vice da TR (8 vezes em 17 finais), os buchas do Flor a superam proporcionalmente. O time das mocinhas de Laranjópolis conseguiu a proeza de chegar à 9 finais de Taça Rio e levar pau em 7 delas. Um talento inequívoco da boiolada na arte do vicecampeonatismo que merecia ser melhor explorado pela imprensa e pelas torcidas rivais.

Mas é no plano subjetivo dos valores intangíveis que a Taça Rio supera a Guanabara por larga distância. Por efeito do regulamento os times simplesmente precisam jogar melhor do que jogaram no 1º turno. Porque o returno do carioqueta é a última tauba de salvação de quem não foi capaz de honrar as calças na TG, o que garante mais dramaticidade e relativo caráter decisivo a qualquer pelada que se dispute entre 13 de março e 21 de abril.

Obviamente que quando mencionamos honrar as calças estamos nos referindo elipticamente ao Flamengo, que no Rio é o único verdadeiramente habituado ao uso dessa peça do vestuário masculino e, consequentemente, o único que ficou devendo mesmo na Taça Guanabara. Já sabemos que nossos concorrentes foram até o onde poderiam ir, consideradas suas inúmeras limitações. Foi o Flamengo que ficou pelo meio do caminho.

E agora vai ter que jogar o carioqueta com a corda no pescoço. O que não é de maneira nenhuma um problema para o Mais Querido, muito pelo contrário. A obrigatoriedade da vitória, a proximidade com o abismo e a água batendo na bunda em vez de nos abater ou tensionar, como sói acontecer com os mal vestidos, nos agiganta e confere um sentido palpável ao esforço aparentemente insano de jogar um campeonato rejeitado pelo público e avacalhado pela crítica.

A torcida não exige títulos, mas exige coerência. Já que o Flamengo se sujeita a jogar um campeonato mixuruca que pouco acrescenta ao nosso currículo de glórias tem que ter ao menos vergonha na cara para conquista-lo. A Taça Rio de 2013 não tem mistério, é passar o rodo normalmente nos pequenos, sacudir as moças do Flor no único clássico que teremos e já estamos na semifinal.

Penso que se voltarmos a jogar naquele 4-3-3 humildinho e funcional que estava nos fazendo tão bem não será difícil alcançar a meta. Mas é fundamental que as amargas lições da Taça Guanabara não sejam desprezadas. E que mesmo contra o Resende, nosso adversário na estreia, o Flamengo volte a jogar sério.

Portanto, Dorival, nem que seja pra proteger seu salario de seis dígitos, esqueça definitivamente do meio de campo lamentável com que nos despedimos do 1º turno. Renato não dá mais, principalmente quando combinado com o talento do filho de Ib e Carlos Eduardo.

O Flamengo tem que fazer a bola correr, solte as pregas do time, Dorival! E implore para que os galácticos administradores contratem de uma vez um zagueiro bom. Um beque e um armador são as peças que mais nos fazem falta. Mas, se ligue, tem que ser zagueiro bom, a cota de perebas e amiguinhos já está completa.



segunda-feira, 11 de março de 2013

Programacao Marco/Abril

Programacao Fla Brusque - Marco/Abril Data: Evento: 13/3 QUA 22:00 HRS Flamengo x Resende 23/3 SAB 18:30 HRS Flamengo x Boa Vista 27/3 QUA 22:00 HRS Flamengo x Bangu 31/3 DOM 16:00 HRS Flamengo x Audax 07/4 DOM 18:30 HRS Flamengo x Duque Caxias 14/4 DOM 18:30 HRS Flamengo x Fluminense 17/4 QUA 19:00 HRS Jantar na Fla Brusque 21/4 DOM 16:00 HRS Flamengo x Macae 28/4 DOM 16:00 HRS Semifinal TR

domingo, 3 de março de 2013

A Hora da Ressaca


Por Arthur Muhlenberg


Nada de panos quentes. A derrota na semifinal é de difícil digestão. Nenhum rubro-negro gosta de perder, a estatística comprova que quem gosta de perder torce preferencialmente pro Foguinho, pro Flor ou pro Vice. Estamos putos e cheios de razões para isso. Mas somos forçados a admitir que uma derrota nesse momento tem maior potencial educacional e pedagógico do que teria outra vitória jogando mal sobre um freguês tradicional.

É certo que perdemos a chance de ganhar mais uma Taça Guanabara, que não é artigo de primeira necessidade, mas ganhamos todos nós. Os torcedores ganharam um fim de semana com a família e economizaram 80 reais, e os jogadores e comissão técnica ganharam mais uma semana de treinamento e, espera-se, severos castigos físicos muito merecidos.

Mas o grande ganho que se pode extrair do resultado negativo é que com ela sepulta-se, pelo menos temporariamente, o oba-oba que já vinha toldando a capacidade de julgamento de muitos rubro-negros empolgados pela sequência de bons e enganosos resultados no carioqueta. Nada como um choque de realidade para acabar com a palhaçada e com a idolatria injustificada. E, por favor, mantenham a compostura. Sem comentários chorosos sobre a atuação desastrosa do atrapalhado juizinho.

Reconheça-se que o Foguinho jogou seu jogo e soube, exatamente como nós há uma semana, explorar a vantagem do gol feito no primeiro minuto. É uma péssima política colocar a culpa da derrota em fatores externos, mas é evidente que as escritas, os tabus, a perigosa vantagem do empate e a ansiedade provocada pela data festiva pesaram demais pro time apenas regular do Flamengo. Que essa derrota sirva pra nos ensinar alguma coisa.

Talvez não haja coisa pior para um time em formação do que o dever de sustentar invencibilidades e escritas territoriais para as quais o bom futebol praticado pouco contribuiu. A partir de agora o time do Flamengo está oficialmente liberado de qualquer influência positiva que ainda poderia se atribuir ao infeliz time de 2012. A tábua está zerada, pronta pra ser preenchida com aquilo que esse time conquistar, sem heranças ou legados discutíveis.

Bola pra frente porque a vida continua e logo adiante temos Copa do Brasil e Taça Rio. Competições onde o Flamengo terá, finalmente, a obrigação de mostrar serviço. Agora sim podemos esperar por evolução de verdade. O Flamengo não nasceu pra navegar serenamente por águas calmas. Que bom que a ressaca chegou.

Reitero meus votos de Feliz Natal para todos.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Flamengo x botafogo - 60 ANOS ZICO

Bom dia Galera! Esse eh o primeiro e ultimo post do dia! Pessoal da Fla Brusque esta indo pro Rio representar nossa embaixada na festa de 60 anos do galinho Zico e tb pra participar do jogo da semi final entre Flamengo x Botafogo! Nesse final de semana vamos vestir o manto sagrado pra homenagear Zico! Pedimos a todos tb que comparecam no domingo na Fla Brusque as 16:00 hrs pra apoiar o Mengao rumo a final da taca guanabara! SRN

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Fla assina com Rafinha, e multa para clubes de fora é de R$ 130 milhões



Para equipes brasileiras, valor é de R$ 23 milhões. Novo vínculo do jovem com o Rubro-Negro vai até 2018




A prorrogação do contrato de Rafinha com o Flamengo foi sacramentada nesta quarta-feira. O atacante, de 19 anos, assinou com o clube por cinco anos. O novo vínculo vai vigorar de 1º de fevereiro de 2013 a 31 de janeiro de 2018. Com a renovação, o clube estabeleceu uma multa rescisória para clubes do exterior de € 50 milhões (quase R$ 130 milhões). Para equipe brasileiras, o valor é de R$ 23 milhões.
- Espero evoluir mais ainda. Ganhar a confiança da torcida, que é importante, e títulos para consolidar essa relação. Estou realizando um sonho meu e da minha família: somos todos rubro-negros. Espero conquistar tudo isso para fazer valer esse contrato - disse o jogador ao site oficial do Flamengo.
Rafinha aproveitou para agradecer a Zico, que sempre foi um grande incentivador de seu futebol.
- Sou grato ao que ele já fez por mim. Não só como jogador, mas também como pessoa. Sempre acreditou em mim - finalizou.

2010: o ano em que conheci o Zico

2010 pra mim foi um ano inesquecível, em todos os aspectos! Minha esposa estava grávida do nosso primeiro filho, uma menina, a Martina. Em julho, recebemos o diagnóstico, ainda no útero da mãe, que nossa filha tinha uma síndrome muito complicada e que na maioria dos casos resultava em graves complicações para a criança e geralmente levava a óbito, mesmo antes de nascer. Isso aconteceu no dia 27 de julho e confesso que foi como levar um gol contra aos 48 do segundo tempo. Meu mundo tinha desabado! Me encontrava em um período da minha vida em que estava desacreditado de tudo que estava a minha volta. Andava pensativo, cabisbaixo, parecia um passarinho com a asa quebrada, parecia um domingo de sol sem jogo do Flamengo. Então, de repente, sabe-se lá por que, do nada, apareceu a oportunidade de conhecer pessoalmente o meu maior ídolo e ainda por cima, na minha própria cidade, em Brusque, aqui em Santa Catarina. Só Deus mesmo, com a ajuda de uma figura tão extraordinária como é o Seu Rubens Facchini, o maior embaixador do Flamengo em Santa Catarina e amigo pessoal do Zico, poderia fazer com que isso tudo se tornasse realidade de uma hora para outra. E foi através dessa conexão que pude enfim conhecer, ao vivo e a cores, o meu ídolo Zico, no dia 09 de setembro de 2010, nas dependências da FLA-Brusque (www.flabrusque.com.br) , que é a nossa embaixada do Flamengo aqui na cidade. Confesso que foi uma emoção muito diferente, ainda mais que tive o prazer e a oportunidade de entregar uma placa em homenagem ao Galinho (conforme foto anexo), por tudo o que ele sempre representou no futebol e pelo magnífico exemplo de ser humano que ele sempre foi. Quando ele chegou, já bem cansado da viagem, mas ainda com aquela humildade, aquela tranquilidade, sem seguranças e sem frescuras, acredito que todos que estiveram ao seu lado tiveram o mesmo sentimento que eu tive, todos compartilharam aquela energia, aquela vibração boa, aquela coisa indiscritível que quem é Flamengo sente sempre. Que bom que a vida e os amigos que vamos conquistando ao longo do tempo nos proporcionam esses momentos tão felizes e especiais. Certamente não esquecerei nunca desse dia, o dia em que eu conheci o Zico e o dia que ele me inspirou e me fez erguer a cabeça para enfrentar todos os problemas o que estavam por vir pela frente. Obrigado ZICO! Ps.: Ah, a Martina, contra tudo e contra todos, nasceu no dia 12.11.2010, vai muito bem obrigado, não perde um jogo do Mengão e na última segunda-feira (25), ganhou um irmãozinho, o Luiz Fernando, que era para nascer no dia 03 de março (aniversário do Zico), mas quis vir ao mundo antes, pra já ir se acostumando com as nossas vitórias em cima dos fregueses. SRN Fernando Lauritzen

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Clássico Miojo: 3 Minutos e Pronto.

Por Arthur Muhlenberg


Professor Dorival, detesto fazer isso, mas tenho que reconhecer que estava enganado sobre a sua capacidade em transformar o elenco do Flamengo em um time. Depois dessa vitória, que mesmo sendo sobre o simpático freguês que não faz mal a ninguém, não tenho mais dúvida que o Flamengo tem um time.

Um time que pode até não ser a ultima coca-cola do deserto, mas que está sabendo compensar as limitações com os dois melhores argumentos que existem no futebol: não perdendo pra ninguém e ganhando de todo mundo. Pro Carioca tá bom demais. Parabéns pelo ótimo trabalho misturando a molecada com a mobília que já estava na sala e mantendo o time limpinho e arrumadinho. Quem disse que não há dignidade na pobreza?

É muito bom já estar garantido como primeirão do grupo e com a vantagem do empate na semifinal (vantagem que na real vale nada porque o Mengão, historicamente, nunca soube jogar com regulamento debaixo do braço). Mas o problema de ganhar do Foguinho é que a gente sempre acha que o Flamengo não fez mais que a sua obrigação e repara muito mais nos defeitos do que nos acertos.




Tenho a impressão que o gol do Hernane logo aos 3 minutos bagunçou o planejamento tático das duas equipes. Continuo achando que os dois treinadores foram pro jogo querendo chamar o adversário pra sair na escama do contra ataque. Com o 8º gol do Brocador no campeonato os sem-ônibus tiveram que sair pra jogo e o Flamengo foi obrigado a aproveitar os espaços que os miúdos deixavam. O começo do jogo foi eletrizante, parecia pelada, geral atacando. Futebol franco, bonito e ofensivo que não podia durar mesmo mais que 10, 15  minutos.

Depois desse comecinho psicodélico o jogo entrou na velha rotina de time grande enfrentando pequeno. O Mengão atacando muito, falhando na finalização e a nossa defesa dando aqueles moles tradicionais. Os caras chutaram 350 vezes no nosso gol. Tudo peteleco em cima do Felipe, mas que podiam ter transformado o jogo em drama.

Nossa defesa foi muito hospitaleira com os visitantes do Foguinho. Deixaram os caras entrarem na nossa cozinha à vontade. Como é que esse pré bacanal acontece com um time escalado com 3 volantes eu não sei. Mas como posso cornetar com a consciência tranquila se a defesa do Flamengo é a melhor do campeonato? É por essas paradas que ninguém leva muito a sério o Campeonato Carioca.

Um campeonato que não parece ser muito difícil de conquistar. O nosso time é rápido, sem vícios táticos e alguns dos jogadores são criativos e abusados. Mas a sua qualidade que mais salta aos olhos é que todos os jogadores, até aqueles que a torcida pega no pé, tão jogando com tanta seriedade que parece até que eles estão sendo pagos todo mês pra jogar. Coisa que não se via no Flamengo há muito tempo. Tirando o Flor, que tem dois times e não sabemos qual e nem mesmo se os vamos enfrentar, não vejo como podemos perder essa TG.

Ganhamos, beleza, mas o adversário mais uma vez deixou a desejar no quesito teste efetivo das nossas possibilidades em futuras competições. O Foguinho não serve de parâmetro porque é, literalmente, o time da estrela solitária. Time de um jogador só, Seedorf, lógico. Todas as jogadas dos caras passam por ele. Que faz a saída da defesa pro ataque, arma a jogada no meio, cruza, finaliza, bate lateral, falta e tiro de meta e ainda pega água e Gatorade pros outros molambos de camisa feia. Eles vão matar o cara desse jeito, assim não há como chegar inteiro no Brasileiro. SEEDORF, você é craque, mas teu destino no Foguinho está escrito como anagrama no seu nome. SE FODER.


Vamo lá Mengão, pra cima do Azulão da Bariri na próxima rodada pra vencer bem e chegar com moral na semi. Mas tem que prestar atenção nessa parada de perder tanto gol porque é muito séria. Quem não faz leva não é boitatá, é fato. O lance do Rodolfo no 2º tempo foi muito bizarro. O moluque, que entrou muito bem no jogo, se empolgou, foi pra cima, passou pelos cones, tirou até o goleiro e mandou o balão na Lua tipo Deivid. Não pode. Porque esses lances fazem que os pequeninos comecem a achar que tão com sorte e se encham de ímpeto vingador. E numa vacilação qualquer a casa cai. Já aconteceu antes, sou testemunha.

Me desculpem o post palha, mas a falta de graça não tem nada a ver com futebol, estou satisfeito com o time. Mas nem fiquei muito a fim de sacanear o Foguinho porque no jogo que tinha tudo pra ser motivo de alegria, enquanto a torcida promovia a paz nas arquibas, era brindada com mais um caso de truculência e covardia envolvendo ex-dirigente do clube. É impressionante como essa turma possui um talento natural para levar o santo nome do Flamengo para as páginas policiais e nos matar de vergonha.

Espero que dessa vez, ao contrário do que aconteceu em 2011 quando o agredido pelas costas fui eu, a diretoria do Flamengo tome as medidas condizentes com a gravidade dos acontecimentos e puna com severidade quem não tem civilidade suficiente pra frequentar estádios ou clubes.