2010 pra mim foi um ano inesquecível, em todos os aspectos! Minha esposa estava grávida do nosso primeiro filho, uma menina, a Martina. Em julho, recebemos o diagnóstico, ainda no útero da mãe, que nossa filha tinha uma síndrome muito complicada e que na maioria dos casos resultava em graves complicações para a criança e geralmente levava a óbito, mesmo antes de nascer. Isso aconteceu no dia 27 de julho e confesso que foi como levar um gol contra aos 48 do segundo tempo.
Meu mundo tinha desabado! Me encontrava em um período da minha vida em que estava desacreditado de tudo que estava a minha volta. Andava pensativo, cabisbaixo, parecia um passarinho com a asa quebrada, parecia um domingo de sol sem jogo do Flamengo. Então, de repente, sabe-se lá por que, do nada, apareceu a oportunidade de conhecer pessoalmente o meu maior ídolo e ainda por cima, na minha própria cidade, em Brusque, aqui em Santa Catarina.
Só Deus mesmo, com a ajuda de uma figura tão extraordinária como é o Seu Rubens Facchini, o maior embaixador do Flamengo em Santa Catarina e amigo pessoal do Zico, poderia fazer com que isso tudo se tornasse realidade de uma hora para outra. E foi através dessa conexão que pude enfim conhecer, ao vivo e a cores, o meu ídolo Zico, no dia 09 de setembro de 2010, nas dependências da FLA-Brusque (www.flabrusque.com.br) , que é a nossa embaixada do Flamengo aqui na cidade.
Confesso que foi uma emoção muito diferente, ainda mais que tive o prazer e a oportunidade de entregar uma placa em homenagem ao Galinho (conforme foto anexo), por tudo o que ele sempre representou no futebol e pelo magnífico exemplo de ser humano que ele sempre foi. Quando ele chegou, já bem cansado da viagem, mas ainda com aquela humildade, aquela tranquilidade, sem seguranças e sem frescuras, acredito que todos que estiveram ao seu lado tiveram o mesmo sentimento que eu tive, todos compartilharam aquela energia, aquela vibração boa, aquela coisa indiscritível que quem é Flamengo sente sempre. Que bom que a vida e os amigos que vamos conquistando ao longo do tempo nos proporcionam esses momentos tão felizes e especiais. Certamente não esquecerei nunca desse dia, o dia em que eu conheci o Zico e o dia que ele me inspirou e me fez erguer a cabeça para enfrentar todos os problemas o que estavam por vir pela frente.
Obrigado ZICO!
Ps.: Ah, a Martina, contra tudo e contra todos, nasceu no dia 12.11.2010, vai muito bem obrigado, não perde um jogo do Mengão e na última segunda-feira (25), ganhou um irmãozinho, o Luiz Fernando, que era para nascer no dia 03 de março (aniversário do Zico), mas quis vir ao mundo antes, pra já ir se acostumando com as nossas vitórias em cima dos fregueses.
SRN
Fernando Lauritzen
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
2010: o ano em que conheci o Zico
2010 pra mim foi um ano inesquecível, em todos os aspectos! Minha esposa estava grávida do nosso primeiro filho, uma menina, a Martina. Em julho, recebemos o diagnóstico, ainda no útero da mãe, que nossa filha tinha uma síndrome muito complicada e que na maioria dos casos resultava em graves complicações para a criança e geralmente levava a óbito, mesmo antes de nascer. Isso aconteceu no dia 27 de julho e confesso que foi como levar um gol contra aos 48 do segundo tempo.
Meu mundo tinha desabado! Me encontrava em um período da minha vida em que estava desacreditado de tudo que estava a minha volta. Andava pensativo, cabisbaixo, parecia um passarinho com a asa quebrada, parecia um domingo de sol sem jogo do Flamengo. Então, de repente, sabe-se lá por que, do nada, apareceu a oportunidade de conhecer pessoalmente o meu maior ídolo e ainda por cima, na minha própria cidade, em Brusque, aqui em Santa Catarina.
Só Deus mesmo, com a ajuda de uma figura tão extraordinária como é o Seu Rubens Facchini, o maior embaixador do Flamengo em Santa Catarina e amigo pessoal do Zico, poderia fazer com que isso tudo se tornasse realidade de uma hora para outra. E foi através dessa conexão que pude enfim conhecer, ao vivo e a cores, o meu ídolo Zico, no dia 09 de setembro de 2010, nas dependências da FLA-Brusque (www.flabrusque.com.br) , que é a nossa embaixada do Flamengo aqui na cidade.
Confesso que foi uma emoção muito diferente, ainda mais que tive o prazer e a oportunidade de entregar uma placa em homenagem ao Galinho (conforme foto anexo), por tudo o que ele sempre representou no futebol e pelo magnífico exemplo de ser humano que ele sempre foi. Quando ele chegou, já bem cansado da viagem, mas ainda com aquela humildade, aquela tranquilidade, sem seguranças e sem frescuras, acredito que todos que estiveram ao seu lado tiveram o mesmo sentimento que eu tive, todos compartilharam aquela energia, aquela vibração boa, aquela coisa indiscritível que quem é Flamengo sente sempre. Que bom que a vida e os amigos que vamos conquistando ao longo do tempo nos proporcionam esses momentos tão felizes e especiais. Certamente não esquecerei nunca desse dia, o dia em que eu conheci o Zico e o dia que ele me inspirou e me fez erguer a cabeça para enfrentar todos os problemas o que estavam por vir pela frente.
Obrigado ZICO!
Ps.: Ah, a Martina, contra tudo e contra todos, nasceu no dia 12.11.2010, vai muito bem obrigado, não perde um jogo do Mengão e na última segunda-feira (25), ganhou um irmãozinho, o Luiz Fernando, que era para nascer no dia 03 de março (aniversário do Zico), mas quis vir ao mundo antes, pra já ir se acostumando com as nossas vitórias em cima dos fregueses.
SRN
Fernando Lauritzen
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Clássico Miojo: 3 Minutos e Pronto.
Por Arthur Muhlenberg
Professor Dorival, detesto fazer isso, mas tenho que
reconhecer que estava enganado sobre a sua capacidade em transformar o elenco
do Flamengo em um time. Depois dessa vitória, que mesmo sendo sobre o simpático
freguês que não faz mal a ninguém, não tenho mais dúvida que o Flamengo tem um
time.
Um time que pode até não ser a ultima coca-cola do deserto,
mas que está sabendo compensar as limitações com os dois melhores argumentos
que existem no futebol: não perdendo pra ninguém e ganhando de todo mundo. Pro
Carioca tá bom demais. Parabéns pelo ótimo trabalho misturando a molecada com a
mobília que já estava na sala e mantendo o time limpinho e arrumadinho. Quem
disse que não há dignidade na pobreza?
É muito bom já estar garantido como primeirão do grupo e com
a vantagem do empate na semifinal (vantagem que na real vale nada porque o
Mengão, historicamente, nunca soube jogar com regulamento debaixo do braço).
Mas o problema de ganhar do Foguinho é que a gente sempre acha que o Flamengo
não fez mais que a sua obrigação e repara muito mais nos defeitos do que nos
acertos.
Tenho a impressão que o gol do Hernane logo aos 3 minutos
bagunçou o planejamento tático das duas equipes. Continuo achando que os dois
treinadores foram pro jogo querendo chamar o adversário pra sair na escama do
contra ataque. Com o 8º gol do Brocador no campeonato os sem-ônibus tiveram que
sair pra jogo e o Flamengo foi obrigado a aproveitar os espaços que os miúdos
deixavam. O começo do jogo foi eletrizante, parecia pelada, geral atacando.
Futebol franco, bonito e ofensivo que não podia durar mesmo mais que 10,
15 minutos.
Depois desse comecinho psicodélico o jogo entrou na velha
rotina de time grande enfrentando pequeno. O Mengão atacando muito, falhando na
finalização e a nossa defesa dando aqueles moles tradicionais. Os caras
chutaram 350 vezes no nosso gol. Tudo peteleco em cima do Felipe, mas que
podiam ter transformado o jogo em drama.
Nossa defesa foi muito hospitaleira com os visitantes do Foguinho.
Deixaram os caras entrarem na nossa cozinha à vontade. Como é que esse pré
bacanal acontece com um time escalado com 3 volantes eu não sei. Mas como posso
cornetar com a consciência tranquila se a defesa do Flamengo é a melhor do
campeonato? É por essas paradas que ninguém leva muito a sério o Campeonato
Carioca.
Um campeonato que não parece ser muito difícil de
conquistar. O nosso time é rápido, sem vícios táticos e alguns dos jogadores
são criativos e abusados. Mas a sua qualidade que mais salta aos olhos é que
todos os jogadores, até aqueles que a torcida pega no pé, tão jogando com tanta
seriedade que parece até que eles estão sendo pagos todo mês pra jogar. Coisa
que não se via no Flamengo há muito tempo. Tirando o Flor, que tem dois times e
não sabemos qual e nem mesmo se os vamos enfrentar, não vejo como podemos
perder essa TG.
Ganhamos, beleza, mas o adversário mais uma vez deixou a
desejar no quesito teste efetivo das nossas possibilidades em futuras
competições. O Foguinho não serve de parâmetro porque é, literalmente, o time
da estrela solitária. Time de um jogador só, Seedorf, lógico. Todas as jogadas
dos caras passam por ele. Que faz a saída da defesa pro ataque, arma a jogada
no meio, cruza, finaliza, bate lateral, falta e tiro de meta e ainda pega água
e Gatorade pros outros molambos de camisa feia. Eles vão matar o cara desse
jeito, assim não há como chegar inteiro no Brasileiro. SEEDORF, você é craque,
mas teu destino no Foguinho está escrito como anagrama no seu nome. SE FODER.
Vamo lá Mengão, pra cima do Azulão da Bariri na próxima
rodada pra vencer bem e chegar com moral na semi. Mas tem que prestar atenção
nessa parada de perder tanto gol porque é muito séria. Quem não faz leva não é
boitatá, é fato. O lance do Rodolfo no 2º tempo foi muito bizarro. O moluque,
que entrou muito bem no jogo, se empolgou, foi pra cima, passou pelos cones,
tirou até o goleiro e mandou o balão na Lua tipo Deivid. Não pode. Porque esses
lances fazem que os pequeninos comecem a achar que tão com sorte e se encham de
ímpeto vingador. E numa vacilação qualquer a casa cai. Já aconteceu antes, sou
testemunha.
Me desculpem o post palha, mas a falta de graça não tem nada
a ver com futebol, estou satisfeito com o time. Mas nem fiquei muito a fim de
sacanear o Foguinho porque no jogo que tinha tudo pra ser motivo de alegria,
enquanto a torcida promovia a paz nas arquibas, era brindada com mais um caso
de truculência e covardia envolvendo ex-dirigente do clube. É impressionante
como essa turma possui um talento natural para levar o santo nome do Flamengo
para as páginas policiais e nos matar de vergonha.
Espero que dessa vez, ao contrário do que aconteceu em 2011
quando o agredido pelas costas fui eu, a diretoria do Flamengo tome as medidas
condizentes com a gravidade dos acontecimentos e puna com severidade quem não
tem civilidade suficiente pra frequentar estádios ou clubes.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Flamengo Vai Ter Time Pra Ganhar o Brasileiro
Por Arthur Muhlenberg
Desde o fenômeno da FAF, que rolou em 1976, nunca vi tanta
reportagem, coluna e entrevista com dirigentes do Mengão na mídia não
especializada em
esportes. Todo dia tem algum dos galácticos carecas nos
jornais contando uma novidade, cortando uma despesa ou lamentando um novo
cadáver insepulto encontrado nos escombros da administração anterior.
Jornalistas sabem que o público gosta de novidades e a turma
do Bandeira de Mello é bem diferente do cartola brasileiro padrão.
Principalmente porque a maioria deles tem motivos outros que ser dirigente do
Flamengo para dar entrevista e ser objeto de reportagens. São executivos bem
sucedidos, com carreiras desenvolvidas em ambientes que pouco tem a ver com o
futebol e seu amadorismo simpático e economicamente ruinoso.
Mesmo sem o diplominha às vezes me arrisco na prática ilegal
do jornalismo e dou uma perturbada nos caras que hoje detêm o poder da caneta
no Mengão. Ligo pra um, mando email pra outro, peço um espaço na agenda
carregada deles pra ver se fico sabendo de alguma notícia digna de ser dividida
com a bem vestida mulambada que nos frequenta. Outro dia o Alexandre Póvoa, VP
de Esportes Olímpicos respondeu ao meu email, hoje chego em casa e vejo que o
Wallim Vasconcellos, VP de Futebol, cargo equivalente ao de vice-papa da nossa
igreja flamenga, tinha respondido em tempo recorde as 5 perguntas que eu lhe
enviei.
Dá um confere aí nas respostas do Wallim.
Wallim Vasconcellos
13:10 (30 minutos atrás)
para mim
Arthur,
Seguem as respostas.
Qualquer dúvida, me fale.
Abs e SRN
From: Arthur Muhlenberg [mailto:Urublog@gmail.com]
Sent: segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013 19:46
To: Wallim Vasconcellos
Subject: 5 perguntas para Wallim Vasconcellos
Fala, Wallim, responda quando puder.
abs
srn
arthur
1. O Flamengo perde muito sem a presença da sua torcida e é
notória a aversão dos torcedores cariocas ao Engenhão. O resultado são as
receitas com bilheterias cada vez menores. Existe um plano consistente para que
o Flamengo mande alguns jogos do Brasileiro em outras praças do país até que o
Maracanã reabra ou essa questão não é uma prioridade?
Wallim: Existe a
possibilidade, mas não temos nada fechado ainda. Temos que ter uma boa proposta
financeira, que a viagem não influencie na parte técnica (exemplo, viagem longa
que pode prejudicar o desempenho da equipe no jogo seguinte), concordância da TV,
da FERJ, da CBF e do adversário. Isso tudo resolvido, poderemos fazer jogos
fora do Rio.
2. Qual a sua opinião, como VP de futebol e como torcedor,
sobre o aparente desequilíbrio na quantidade de atletas para a mesma posição em
nosso elenco? Temos muitos volantes e faltam atacantes. Como o Flamengo
pretende enfrentar esse problema?
Wallim: Estamos
montando o time com o campeonato em andamento. Recebi
a avaliação do Dorival sobre o elenco e estamos em fase de transição,
implementando as mudanças definidas por nós (eu, Pelaipe e Dorival). Assim, é
normal que haja este desequilíbrio neste inicio. Mas vamos acertar isso com o
tempo.
3. Se você pudesse qualificar o atual elenco do Flamengo com
uma nota de 0 a
10 qual nota seria? E em função da nota do elenco atual a torcida pode esperar
para o campeonato Brasileiro um elenco com qual nota?
Wallim: O elenco
do Flamengo está sendo montado e estamos também utilizando atletas da divisão
de base, para ver com quem poderemos contar no futuro. Eu diria que temos hoje
uma nota 7, considerando o potencial dos atletas e não a condição física e
técnica atual, que vai melhorar bastante. Para o Brasileiro, vamos ter um time
nota 9, pelo menos. Para entrar e ganhar.
4. Wallim, o desempenho do Flamengo no Carioca 2013 servirá
como uma avaliação para todo elenco e comissão técnica ou não será considerado
na hora de planejar o Brasileiro?
Wallim: Em
primeiro lugar, nosso intuito é ganhar o Carioca. Em paralelo, sim, vamos
avaliar com quem podemos contar para o Brasileiro, pois precisamos ter um
elenco quantitativa e qualitativamente forte para o Brasileiro, Copa do Brasil
e Sulamericana. Vamos lutar para ganhar tudo.
5. Vp de futebol tem uma escalação preferida pro time? Se o
Vp não tem, o torcedor Wallim tem? E qual seria ela?
Wallim: Claro que
tenho! A mesma do Dorival.
http://globoesporte.globo.com/platb/torcedor-flamengo/2013/02/05/flamengo-vai-ter-time-pra-ganhar-o-brasileiro/
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Mengão Sem Sacanagem
Flamengo x Nova Iguaçu foi um jogo ruim. Até aí nada de
surpreendente. O Flamengo é time em formação, ainda nem estreou seus reforços
todos, e o Nova Iguaçu já veio fraco de fábrica e ainda vai ter muito o que
ralar pra encontrar seu espaço no futebol carioca. Não foi o primeiro jogo ruim
do carioqueta e nem vai ser o último, foi apenas mais uma pelada dominical
desse campeonatinho muquirana e mal organizado que a Federação Carioca empurra
goela abaixo dos clubes. Que, sei lá por quais razões ocultas, aceitam sem
berrar.
Os clubes podem até aceitar, mas a torcida é malandra e não
cai nessa. Tão aí mesmo os públicos e rendas ridículos que não nos deixam
mentir. Ontem no Vaziódromo apenas 8.155 testemunhas para uma renda de menos de
140 paus. Dinheiro com que mal se consegue comprar dois bons carrinhos de
golfe, daqueles que usam para remover do gramado os cai-cai que simulam
contusões.
É mais do que evidente que com rendas desse tamanho estádios
com custos de construção que se aproximam da casa do bilhão jamais se pagarão.
São todos elefantes brancos, subsidiados com o seu, o meu, o nosso dinheirinho.
Não costumo de falar bem do Foguinho, porque eles também não são muito chegados
a dar motivos, mas tenho que aplaudir o gramado do Vazião. Depois de mais de 5
anos tratada como pasto, a grama lá tá muito tapete. Boa, inquilino, até que
enfim contrataram um jardineiro que preste!
Mas diz o nosso hino que sejam economicamente viáveis ou
não, disputadas em tapetes ou buraqueiras, as peladas que os pregos da
Federação marcam pro Flamengo devem ser vencidas. E lá foi o Flamengo mais uma
vez pro Engenho de Dentro pagar pra jogar. Eu me pergunto durante quanto tempo
o Carioca aguentará existir nessas condições catastróficas para os clubes? Meu
palpite é que se continuar desse jeito não vai rolar por muito tempo. Anotem
esse vaticínio se quiserem, mas não me cobrem depois porque é uma previsão
gratuita e quem sou eu pra saber o futuro.
Sei foi que Flamengo penou pra vencer a Laranja Mecânica da
Baixada. Como o nosso time só consegue brilhar quando estamos contra-atacando
os adversários quando nos enfrentam não saem pro jogo. Retrancam tudo e ficam
esperando que nós tomemos a iniciativa de partir pra cima ou erremos. O que
acontecer primeiro. Mal comparando, vivemos o mesmo dilema tático do Barcelona.
Mas o blaugrana provou que existe solução, basta trazer um Messi que o dilema
se resolve fácil, fácil.
Enquanto nosso Messi não chega temos que nos virar com o que
temos no estoque. E olha que pelo que estamos gastando pra formar o time até
que não estamos tão mal. Ontem estreou o Wallace na defesa, que jogou com
seriedade e conseguiu até ganhar umas disputas de bola pelo alto. O que é quase
um feito inédito pra esse elenco. Gostei do jeito dele, ao menor sinal de
perigo na zona do agrião manda a bicuda e um abraço. Assim que o trauma
coletivo causado por beques com nomes que comecem com W passar ele pode até
ganhar a confiança da torcida.
Na hora do gol estávamos jogando mal, e continuamos assim
até o fim do jogo. Mas conseguimos a vitória e pro carioqueta tá muito bom, se
melhorar estraga. Ganhar mesmo jogando mal é característica própria de times
campeões. Os moleques estão correndo e as sombras que chegaram colocaram fogo
no rabo dos veteranos. A disposição do time confirma a tese de que vale mais um
time baratinho com o salário em dia do que um time caro sem receber. Mas a
maior diferença desse time pro de 2012 é que mesmo quando jogam mal não parece
que estão de sacanagem. A torcida, que sempre faz o seu trabalho à sério,
agradece essa moral.
Sem gatomestragem, esse Flamengo é aquele time pobrinho mas
limpinho pelo qual me sacanearam tanto no ano passado quando eu dizia que era o
time que deveríamos ter em 2013. Tão vendo que não é não tão ruim assim? Tudo
bem que Carioca não serve de parâmetro e que ainda temos muito que evoluir se
quisermos fazer uma figura digna no Brasileiro. Mas pros jogadores, que trabalhavam
em um lugar onde o mês tinha quase 90 dias, um carioqueta com a merreca em dia
passa a ser parâmetro, sim. Pelo menos de seriedade da atual cartolada.
Se eu, que não tenho nada com isso, mal posso esperar o dia
5 pra poder comemorar o segundo salário seguido pago em dia no Flamengo depois
de muitos e muitos anos, imagina os jogadores? Não quero ser otimista porque
otimismo tá fora de moda, mas acho que na 4ª contra o antigo Flor de Friburgo,
com a merreca na conta, o time vai voar.
http://globoesporte.globo.com/platb/torcedor-flamengo/2013/02/04/sem-sacanagem/
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Dedé, Cadê o Rafinha?*
Por Arthur Muhlenberg
Rafinha: - Dedé, vou te driblar! Dedé: - Hã? Rafinha: - Vou
te driblar de novo.
Esses vascaínos são mesmo uns psicopatas. Na maior cara de
pau, e certos da impunidade, me acusaram de arrogância e soberba quando escrevi
aqui, num humilde bloguinho de uso recomendado apenas para rubro-negros
fechados com o certo, que o jogo com a nossa baranguete todo ano era a mesma
coisa. Uma tremenda injustiça comigo. Felizmente os fatos e a longa série
histórica de chacoalhadas épicas aplicadas pelo Flamengo com impressionante
regularidade na recalcitrante bigoduda falam pela minha humildade com mais
eloquência do que quaisquer palavras.
Pode perguntar pra um tricolor se ele compartilha da mesma
opinião sobre o comportamento da baranga em relação a nós e ele vai responder
que “todo dia ela faz tudo sempre igual”, ou se você der a sorte de encontrar
um botafoguense gozando de boa saúde a resposta será “da primeira vez ela
chorou mas resolveu ficar, é que momentos felizes tinham deixado raízes no seu
penar”. É claro que se a pergunta for feita a um vascaíno mais esclarecido ele
responderá “sofrer, não faço outra coisa da vida”.
Ou seja, é de conhecimento geral, é uma informação difundida
até entre os arcoíristas, que o bacalhau é como carne de segunda na mesa do
rubro-negro. Parece até aquele macarrão com salsicha de domingo. Depois que
virou moda a gente ganhar desses buchas (ali pelo ano de 1923) é todo dia a
mesma droga. O que não chega a ser exatamente uma boa notícia, dada a
irrelevância do adversário no cenário do futebol mundial. O Flamengo tem que
parar de perder tempo com essas miudezas.
Esse negócio da alta e tediosa previsibilidade dos
resultados dos embates entre o Mengão e Portugália é tão descarado que em 20 de
agosto do ano passado escrevi aqui mesmo no humildinho o seguinte:
Dorival, você está de parabéns por ter conseguido fazer
nossos mais tradicionais come e dorme soltarem as pregas, mas avisa aí pros
moleques que tudo bem catar uma baranguinha de vez em quando, mas que não pode
acostumar porque isso tira a moral. A nossa rapaziada precisa aprender o quanto
antes que a vida não pode ser só sacudir a vasquinha, existem outras
conquistas, outros horizontes e os camisa feia não são parâmetro para nada.
Vai dizer que eu não poderia perfeitamente ter escrito essas
mal traçadas ontem à noite antes de começar o jogo de basquete? É verdade que
nos últimos tempos tenho pegado legal no pé do Dorival. Mas ontem ele foi muito
bem na escalação do time. Vamos combinar, hoje em dia no futebol brasileiro o
cara tem que ter culhão pra meter 3 atacantes em todo jogo.
É verdade que ele deu mole nas substituições, acertando duas
e errando clamorosamente em uma, que acabou atrapalhando uma atuação até então
impecável do Renato Abreu. Mas o saldo foi positivo. Que ele continue em
evolução e pare com essa mania besta de consertar o que não está quebrado.
O jogo começou em alta velocidade, o ataque do Mengão é leve
e corre pra caramba, os caras saíam pro jogo e tomavam contra ataque um atrás
do outro. Rafinha tava muito liso e entortava os camisa-feiona a 3 x 4. Na
primeira oportunidade real que pintou no jogo o Hernane, tipo centroavante,
meteu a nêga lá dentro. Aí o jogo ficou mais fácil pra gente, porque os caras
ficaram com medo e não saiam mais com a bola no pé, era só aquela bicudona pra
frente.
Fala do Ibson agora, corneteiro filho da mãe! Eu falo. No
meio, Ibson e Elias jogaram muito bem, definiam o ritmo dos nossos avanços e
estiveram um pouco melhor que o Cáceres, que ainda não parece estar na
plenitude da forma física. Foi justamente pela boa colocação do nosso meio
campo que saiu o segundo gol. Jogada rápida, que foi feita toda certinha. Mas
esse rapaz com a 10, o Nixon, poxa, tão novo e tão sem humildade em gol. Entrou
com bola e tudo logo no primeiro encontro com a perva. Safadinho ele.
Depois do segundo gol veio aquela relaxada clássica, a hora
do cigarrinho. A vasca percebeu que afrouxamos e chegou junto. Eles já manjaram
que a nossa defesa é meio monga nesse negócio de cortar cruzamento e mandaram
chuveirinho na área. Mais ou menos uns duzentos. Lógico que uma hora eles iam
fazer gol. Nem sei Quem foi o mané que cabeceou, mas sei que nossos beques não
subiram.
O Gonzalez é brincadeira, pula sempre atrasado esse cara.
Deve ser o fuso horário do Chile. E não tenho nada contra o chileno, inclusive
já bebi vinho chileno uma vez numa festa. Mas o que o Gonzalez tem de bom na
cobertura tem de devagar no desarme. Quando eu digo que o Flamengo não ganha
uma disputa de bola pelo alto desde o gol do Angelim em 2009 nêgo acha que é
exagero. Não é só no mundo animal que cruzamento é coisa séria. Não dá pra
esperar que o goleiro resolva. Ainda mais porque o Felipe, que ontem esteve
muito bem, sai do gol como se fosse uma árvore sendo abatida. Temos que ver
isso aí rapidinho, professor.
No intervalo eu cheguei a ficar com um pouco de pena do
bacalhau. Fiquei pensando na situação do Gaúcho. Imagina, você treina o vice e
tem em campo um jogador chamado Abuda. Teu time tá tomando olé, você faz o quê?
Deixa Abuda ou tira Abuda? Gaúcho preferiu deixar Abuda e ainda mais aberto pro
2º tempo.
Aí entrou o Cleber Santana, que pode muito bem ser titular
aí nesse meio, e fez logo um golaço daqueles. Com uns 50% do êxito do varadão
de 150 km/h devidos ao ímpeto perfurador do jovem Rafinha Bolt, que não tomou
conhecimento da zagueirada de são janu e passou por dentro deles como quis.
Muito difícil pro Dedé sozinho parar o moleque, só se viessem os outros três
Trapalhões e o Sargento Pincel pra ajudar.
Aliás, o Rafinha é o terror. O cara estava muito encapetado
e bagunçou legal com a defesa da bigoduda. Foi muito come que ele deu nos
trouxas. No quarto gol saiu lá de trás e só parou quando a bola tava lá no
fundo do barbante delas. Golaço! O Dedé – O Mico, inclusive tá procurando o
Rafinha até agora, doido pra conhecer pessoalmente e tirar uma foto com a
grande sensação do Campeonato Carioca. Dedé, vou te dar uma dica. É muito mais
fácil seguir o Rafinha pelo twitter. Anota aí o perfil dele: @Rafinha11Lima Mas
só se a sua internet for rápida, ok?
Depois do 4 x 1 o moleque deu uma cansada e foi substituído
com a certeza de que tinha arrebentado no jogo e que tinha subido um degrau
importante à beça na sua carreira. Foi bonito ver isso. Mas aí o Flamengo se
desarticulou, caiu de produção e só pra manter a tradição maldita acabou
levando o gol onomasticamente mais previsível do ano. Quequeílson, Dakson é
dose pra mamute, irmãos.
Enfim, a baranga foi finalizada, ninguém se surpreendeu mas
todo mundo se divertiu. Agora acabou a moleza, mulambada. É hora de retomar o
trabalho sério e criterioso e se preparar com o respeito e o profissionalismo
que o Nova Iguaçu merece. Infelizmente Flamengo x Vices não é um evento
semanal.
http://globoesporte.globo.com/platb/torcedor-flamengo/2013/02/01/dede-cade-o-rafinha/
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